domingo, 27 de maio de 2012

Dissecando letras: Madonna - Give Me All Your Luvin'

Já tava na hora de tirar esse site do mofo! E fazer isso ao estilo antigo deste site, tirando sarro de hereges, um esporte muito saudável que deve ser sempre exercitado pra adocicar a vida e levá-la com humor. Ultimamente este autor vem sendo sério demais, por isso ele quer dar uma descontraída. Talvez não seja preciso que todo esse ódio e furor aos hereges é falada apenas da boca pra fora, mas é bom pra registro.

E este é um momento especial, pois essa edição traz ninguém menos que a Rainha do Pop e principal serva de Lilith, Madonna. A "moça" que fazia sucesso antes dos anos 2000 agora vive de clipes e músicas sem graça que são largamente exaltadas pelos críticos, e pelos fãs que acreditam nesses críticos. Mas pra tentar se firmar, a "moça" faz questão de não fazer nenhum hit sozinha, sempre fazendo parcerias com gente como Justin Timberlake, Timbaland e Britney Spears. Já nesta música temos as artistas de segundo escalão Nicki Minaj e MIA: MIA é uma mulher que canta toca... música estranha... que faz um ou outro dançar... e é conhecida e exaltada pelos intelectualoides que gostam de qualquer porcaria industrial que a Mídia tem a oferecer. Já Nicki é uma versão negra da Barbie: canta como uma boneca, pisca os olhos como uma boneca, se mexe como uma boneca (com defeito, diga-se de passagem) e é gostosa como uma. É basicamente um androide! E a letra maravilhosa desse trio de mulheres será analisada agora:


Give Me All Your Luvin' (feat. Nicki Minaj & M.I.A.)

(L-U-V Madonna!)
(A-M-O-R Madonna)
(Y-O-U you wanna?)
(V-O-C-Ê Você quer?)
É de conhecimento de todos que a palavra "amor" na música Pop é na verdade "sexo" - exceto quando é falada por artistas melosos como Bruno Mars. Nessa letra você vai ter a confirmação dessa teoria.

I see you coming and i don't wanna know your name
Eu vi você chegando e eu não quero saber seu nome
Já começa ignorante, esnobando o cara que vai chegar nela... isso que é atitude!

(L-U-V madonna!) (A-M-O-R Madonna!)
De novo esse gritinho de líder de torcida?

I see you coming and you're gonna have to change the game
Eu vi você chegando e você vai ter que mudar a estratégia
Eba, é ela quem vai ditar as regras do jogo. Será que o cara gosta de ser menosprezado e pau-mandado?

(Y-o-u you wanna?) (V-O-C-Ê Você quer?)
Essa líder de torcida por acaso vai nos incomodar a letra inteira??

Would you like to try?
Gostaria de tentar?
Give me a reason why
Me dê um motivo
Já tá intimidando o moço, assim você não ganha a noite, Madonna!

Give me all that you got
Me dê tudo que você tem
Maybe you'll do fine
Talvez você se sairá bem
Deixa de ser exigente, assim ele broxa! Pra quem já está velha e magrela, você anda bem metida!

As long as you don't lie to me
Contanto que não minta para mim
And pretend to be what you're not
E finja ser o que você não é
Ou seja: não adianta ele dizer que tem 22 cm. Tem é que provar!

Don't play the stupid game
Não jogue o jogo estúpido
Cause I'm a different kind of girl
Porque eu sou um tipo diferente de garota
É, geralmente as mulheres como você são fáceis, mas você faz mais doce que as outras.

Every record sounds the same
Todos as faixas soam iguais
Aqui, Madonna fala sobre seu último álbum.

You've got to step into my world
Você tem que entrar no meu mundo
A gente entende o que você quer dizer por "entrar no seu mundo"!

Give me all your love and give me your love
Me dê todo seu amor e me dê seu amor
Give me all your love today
Me dê todo seu amor hoje
Give me all your love and give me your love
Me dê todo seu amor e me dê seu amor
Arrá, está provada a teoria da primeira linha! Pois o amor é uma semente que precisa florescer pra aparecer, e não é algo rápido. A única coisa que vai ser semeada rápido é a sementinha dele em você!

Let's forget about time
Vamos esquecer a hora
And dance our lives away
E dançar até nossas vidas acabarem
Essa frase nós já vimos em músicas como da Britney Spears, ('Till The World Ends) e do Capital Inicial (Natasha). É sempre "dançar até o mundo acabar"!

(L-U-V Madonna!) (A-M-O-R Madonna!)
(Y-O-U you wanna?) (V-O-C-Ê Você quer?)
Essas chatas já tão começando a irritar!

Keep trying don't give up, it's if you want it bad enough
Continue tentando, não desista, se você quiser muito isso
Caramba, é muita pressão pra ele lidar! Para de ser chata!

(L-U-V Madonna!) (A-M-O-R Madonna!)
E você cala a boca também!

It's right in front of you, now tell me what you're thinking of
Está bem na sua frente, agora me diga o que está pensando
Eis o pensamento: "Que velha pelancuda! Que moral ela tem pra ser tão esnobe? Tá na seca e tá exigindo, que ridícula!"

(Y-o-u you wanna?) (V-O-C-Ê Você quer?)
CALA A BOCA, líder de torcida do Inferno!!!

In another place, at a different time
Em outro lugar, numa outra hora
You can be my lucky star
Você pode ser minha estrela da sorte
Quer dizer: na falta de algo melhor, de uma noite melhor e um lugar melhor, vai tu mesmo!!!

We can drink some wine
Podemos beber um pouco de vinho
Burgundy is fine
Burgundy é bom
Let's drink the bottle every drop
Vamos beber cada gota da garrafa
É melhor, talvez ele consiga te encarar e lidar melhor com a pressão.

[repetição]
After some álcool depois...

Give me all your love, boy
Dê-me todo seu amor, garoto
You could be my boy, you could be my boy toy
Você poderia ser meu garoto, você poderia ser meu brinquedinho
Ah, parece que as coisas tão melhorando! O vinho deixou ela menos desagradável!

In the nick of time i could say a sicker rhyme
Em cima da hora que eu poderia dizer uma rima doente
Cuz it's time for change, like a missile or a noise
Porque está na hora de mudar, como um míssil ou um barulho
Percebe-se que o vinho foi além da conta, ela não tá falando coisa com coisa! Talvez ela esteja velha demais pra bebidas alcoolicas.

I'm roman, I'm a barbarian, I'm Conan
Eu sou romano, eu sou um bárbaro, eu sou Conan
E ainda por cima tá delirando! Mano, deixa a Madonna pra lá e corre!!!

You were sleeping on me, you were dozin'
Você estava dormindo em mim, você estava cochilando
Ah, por isso você não fugiu até agora, né homem!

Now move, i'm goin' in!
Agora mova, eu vou entrar!
Vish, começou o rala-e-rola! Acorda ele pelo menos, Dona Má!

You have all the l-u-v
Você tem todo o a-m-o-r
I gave you everything you need (now move)
Eu te dei tudo que você precisa (agora mexa)
Mexe, vagabundo! E finge que tá gostando, hein!

Now it's up to y-o-u
Agora cabe a v-o-c-ê
Are you the one, shall we proceed?
Você é o tal, devemos continuar?
Olha, essa é uma boa chance de fugir! Se não ela manda você chup...

Licks, I'm so swag shit
Lambe, tenho tanto estilo, droga
Ih, adivinhou o que eu ia falar! Agora não tem como o cara escapar dessa.

No one will get you this
Ninguém te dará isso
Com certeza, a vagina da Madonna é única.

It's supersonic, bionic, uranian...
É supersônico, biônico, urânico...
... OH GOD!!! Então o negócio que ela disse que ninguém ia dar é urânio!!! Quem diria que a vagina da Madonna tem urânio?!! E isso que ela falou de super sônico, biônico, será que faz parte de uma experiência maluca?!

So, I wreck them off tricks, let's pay that it sticks
Então, tiro-os dos trilhos, vamos ver se dá certo
Vê se dá certo o caramba, não faça nada perigoso com esse urânio, Madonna!

I'mma say this once, yeah, I don't give a shit
Eu vou dizer isto uma vez, sim, eu não dou a mínima
Oh meu Deus Metal, ela vai fazer uma experiência maluca com a boca do nosso protagonista intimidado! Alguém o ajude!

[repetição do refrão]
Que raio de fetiche estranho é esse de ter urânio na sua vagina, Madonna?! As coisas foram longe demais!

Pois é, a Madonna está tão apelativa quanto nos tempos de "Erotica", mas dessa vez com novidadezinhas e fetiches estranhos! Lembra daquela mulher que queria envenenar o marido? Então, sabemos de onde nossa "moça" tirou a inspiração pra essa música! Espero que os leitores gatos pingados tenham se divertido e aguardem o revival do perfil antigo da Bíblia de fazer Inquisição. Vocês ficam com uma música que também quer dizer "sexo" em vez de "amor", e adeusmetal \m/

Hallucination / Heresy / Still you run, what's to come, what's to be. / Cause I hunt you down without mercy / Hunt you down all nightmare long
Father, on bended knee, I ask thee / Raise thy hand / We, the sons of Odin / Await thy command / Born under the sign / Of the hammer we stand / And here we all may die / Our blood on the ground
Your curse is not my fear / Demons with you hear / I will escape your wrath

sábado, 19 de maio de 2012

Me dá!

Leitor, suponhamos que você tenha um amigo que é headbanze. Pergunte a ele se gosta de alguma banda, artista ou música herege. A resposta vai ser "sim", sempre. Mesmo que ele não diga de primeira, ou não disser com orgulho ou simplesmente não dizer, ele gosta de alguma coisa herege com certeza, e não há possibilidade de acontecer o contrário. Pois mesmo que ele tenha orgulho e não diga que gosta, mas respeita por exemplo o Jazz, o ato de respeitar já denota que a pessoa tem uma certa afeição pelo estilo, ou seja, gosta.

Mas tudo bem, né? Um rockeiro que se respeite tem pensamento racional e sabe apreciar e respeitar coisas que não são necessariamente Rock, por isso esse "desvio de caráter" é uma coisa explicável e perdoável. Rockeiros tem moral para poder escutar o que quiserem, pois sempre serão julgados de conhecedores e "gurus" no assunto Música.

Eu não sou feito só de Accept, Riot, Racer X, Mercyful Fate e Sodom, gente, eu tenho cultura! Podem me perguntar sobre Chico Buarque, Gilberto Gil, Adoniran Barbosa e Elis Regina que eu responderei com imenso prazer.

E quando a situação se inverte? Fale com seu amigo herege e pergunte se ele gosta de alguma coisa de róqui. Se ele disser PittyThe Offspring, Muse, SlipKnot e outras de Fake Rock, isso não vai afetar... mas e se falasse Led Zepellin? Guns N' Roses? Black Sabbath? AC/DC? Vamos ver se este autor adivinha: você vai fazer um questionário a ele com esta expressão:

Como você conheceu ela?! Pelo Guitar Hero?! Que músicas tu conhece?! Fala as que não são famosas!!! Quando a banda surgiu?! Já foi em quantos shows dela?! Qual o nome de todos os integrantes?! Qual a marca da guitarra do guitarrista?! Você tem a discografia da banda comprada ou baixada?! Você [...]

Se você não tiver essa reação, parabéns! Pois a reação normal de todo rockeiro ao se deparar com um herege que gosta da mesma coisa que ele, é testar todo seu nível de conhecimento acerca da banda pra ver se ele é fã de verdade ou não, sempre com uma expressão de desdém ou indignação, nunca como mera curiosidade. Afinal, um herege não pode gostar de coisas true, não é? Isso é impossível! Não faz sentido! Ele tem que se por no seu lugar e não mexer com a minha banda!

Geralmente essa reação também acontece quando vemos certos artistas pop falando sobre serem fãs de bandas boas de Rock verdadeiro, como a Lady GaGa que já se declarou abertamente fã de Black Sabbath, Iron Maiden, Def Leppard, KISS, Alice Cooper, e até já foi cotada para possível vocalista substituta do Queen. E qual é a reação dos headbangers? A previsível reação de "não me toque", com argumentos de que ela não pode gostar de Rock, já que ela canta música pop e... só. O ódio do Pop é o que impera. Não importa que Lady GaGa já tenha mostrado como gosta de verdade de Rock em seu último CD "Born This Way" nas faixas "Electric Chapel" e "Heavy Metal Lover", a comunidade headbanger não vai considerá-la uma rockeira de verdade porque os rockers não querem. E fim de papo!

Essa mesma reação foi observada com esta última notícia:

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Fonte: 
Ultimate Classic Rock (tradução da matéria pelo Whiplash!)

Nunca, jamais podemos imaginar Justin Bieber como um amante do Heavy Metal, mas talvez tenhamos calculado errado - ele não possui nenhuma tatuagem do Slayer ou do Mercyful Fate, mas acontece que ele diz ser um grande fã do Metallica.

Ele começa citando "Enter Sandman". É isso mesmo, a sensação pop adolescente aparentemente cavou fundo: "'One', 'Fade to Black'. Essas são minhas favoritas", disse o garoto à revista GQ.

Tendo acabado de completar 18 anos de idade, ele parece estar pronto para pular de um trem descarrilhado igual fez Lindsay Lohan. "Para mim, é apenas tipo, eu gosto de estar no controle de mim mesmo. Quero dizer, eu já bebi cerveja antes... Mas eu nunca fiquei fora de controle".

Bem, talvez não: "Eu me mantenho bem protegido, porque você sabe, você não pode confiar em ninguém neste negócio", diz Bieber.
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Taí, ele é fã mesmo de Metallica, né! Conhecendo uma música famosa pelo Guitar Hero e duas músicas do álbum mais famoso da banda! E Justin ainda JÁ BEBEU CERVEJA!!! E foi forte o bastante pra se manter sóbrio! Esse nosso garoto maroto merece o Selo de Atitude Rebelde!


Deixando de lado o gracejo, esse papo de "gente herege não pode ser fã de coisa true" na verdade quer dizer "gente diferenciada não pode gostar do que EUzinho gosto". Esse é um sintoma clássico daquela Síndrome de underground que este autor já falou sobre, no artigo "Teoria da relatividade". Esse pensamento é uma falta de bom-senso terrível, pois exigir que uma pessoa não tenha acesso às mesmas coisas que você tem, é ser no mínimo um filho da puta egoísta. E fazer julgamentos precipitados é ser um ignorante, pois ela está enganada pelo velho pensamento do "Você é o que você faz", ou no caso, "Você é o que você gosta". Ou seja, se você é herege, você é influenciável, alienado, ignorante, retardado e não é digno de respeito. Mas se você for rockeiro, você NÃO É psicopata, satanista, vagabundo, ateu, nem amante das trevas profundas do abismo mortífero do caos. Engraçado, rocker pode julgar todos, mas não pode ser julgado! E esse mesmo tipo de rocker vai se impressionar ao encontrar um executivo, um professor, um guarda municipal,  um jornalista, até uma atriz pornô que gostam de Rock. Coitado do rockeiro que acha que é o último Trakinas do pacote!

Mas sabe o problema dessa gente que não consegue de jeito nenhum levar a palavra do Rock aos quatro ventos de forma pacífica e que acabam adotando a atitude da Igreja Católica quando fez as Cruzadas? Essas pessoas não sabem dividir suas coisas, compartilhar conhecimentos, trocar ideias, promover a sabedoria conjunta. Isso é ser infantil e imaturo. Uma criança não querer dividir seu copinho da Galinha Pintadinha com o amiguinho é como um rocker não querer emprestar o seu celular pro amiguinho ouvir Van Halen. Se algum leitor sofre desse mal de não saber dividir as coisas, este autor recomenda o artigo Seu filho não sabe dividir os brinquedos? feito pela Chris Flores.

E aqui acaba um post rápido feito pra tornar o mundo um lugar melhor pra se ouvir Rock, com tolerância e menos frescura. Até a próxima (amanhã) e adeusmetal \m/

terça-feira, 15 de maio de 2012

Catequizando: Juventude acomodada

Este autor arrumou um "trampo" extra nas internets, que é a produção de textos prum outro blog, o Microfonia Pop. Que nome herege, não é? Mas o dono pediu a colaboração deste autor, e ele disse que só ajudaria se escrevesse com o mesmo irreverente e verdadeiro. Então ele aceitou!

Essa colaboração também serve pra começar uma seriezinha aqui, o novo Salmo # Catequizando, que serve para os novos leitores que ainda vão começar a caminhar para a iluminação, despertando sua consciência e adquirindo novos conceitos sobre a vã filosofia humana musical. Claro que os antigos leitores da Bíblia (ou os que entendem as mensagens) não precisam ler, pois não vai surtir o mesmo efeito de postagens como "Decadência". Mas é bom ler pra passar o tempo, né?

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Juventude acomodada

A cada dia uma novidade tecnológica aparece, fazendo a sociedade ter mais tralhas supérfluas que a permite usufruir de vários serviços de fácil acesso e com eficiência e velocidade. Fazendo uma análise bem vaga e precisa ao mesmo tempo, quem tem mais tempo de usufruir de toda essa maravilha futurista? O jovem, é claro, pois crianças e adultos são ocupados demais com seus próprios interesses. O jovem sempre arruma um tempo pra bisbilhotar a rede social dos amigos, baixar dezenas de músicas pra colocar no seu celular, encher a internet com mais uma mensagem de 140 caracteres, compartilhar links, comentar blogs, etc. E dizer que algo de relevante ou que mereça destaque surge desse costume é quase um milagre, pois é muito difícil ver um jovem que fuja da sua vida de ócio e trivialidades.

O tempo livre que o jovem possui com certeza deve ser aproveitado, pois ele está justamente na fase de curtir as besteiras que a vida dá e que o faz feliz. Mas ao fazer isso ele acaba adotando um comportamento profundamente fútil, vivendo em algo mais que a banalidade. Em vez de fazer algo de importante aproveitando da tecnologia que dispõe, ele faz justamente o contrário e não se permite sair da sua reles rotina de inutilidade. O jovem tem todo o domínio da tecnologia em suas mãos, mas não a usa de forma produtiva e não constrói nada de interessante ou relevante, pois já está acomodado demais às suas futilidades pra fazer algo desse caráter. E esse comportamento se reflete no modo que ele consome música.

Para ilustrar esse pensamento, analisemos o modo que o jovem (e o resto do mundo também) consome a Música, uma das artes mais belas criadas pelo homem e que é tão banalizada e desvalorizada. Todos já estão acostumados a baixar músicas da internet e muitos nem dão importância pra discografia do artista ou banda, e preferem só ouvir os hits que passam nas rádios ou nos clipes. E quando os mesmos baixam discos ou discografias, aquilo não passa de um monte de códigos binários que enchem espaço no HD, pois as pessoas não tem o costume de reservar um tempo livre pra se dedicar somente à audição do álbum inteiro, preferindo ouvir apenas as faixas mais famosas. Só raramente que há o milagre da pessoa comprar um álbum, mas a verdade é que ninguém compra pra ouvi-lo, e sim para tê-lo. Sim, comprar um disco hoje em dia tem o significado de posse, ou seja, o ato de ter o CD e somente isso. Do mesmo jeito que você gosta de uma imagem da internet e salva no seu PC, também tem o disco do seu artista querido guardado na estante e não vai usá-lo. É como comprar um bonequinho e deixar lá guardado na caixa ao invés de brincar com ele.

Claro que também existem os fãs de música que compram os CDs dos seus artistas e o ouvem e tal, mas eles representam uma minoria devastadora comparada ao resto das pessoas. Na verdade todo o texto está sendo bem generalizante pra demonstrar como o mundo dá valor à música. Mas por que ele faz isso? Simples, porque ele já está acostumado a isso. Acostumado a receber informações de mão-beijada sem precisar correr atrás dela. Acostumado a pensar que tudo que ele precisa vai ser dado pelo Sistema, e toda música que ele precisa ouvir vai ser mostrada nas rádios, na TV, na internet ou qualquer outro meio de comunicação.

O problema é que a Mídia em geral não mostra nada profundamente. Ela sempre noticia que tal artista ou banda lançou um novo clipe, um novo disco, fez um show em tal lugar, mas é basicamente isso. Ela não fala sobre como a banda surgiu, que influências ela teve, a que estilo ela pertence e como este surgiu no mundo, qual foi o contexto social ou histórico que fez ele aparecer, etc. Quando por acaso a Mídia fala sobre isso, é mostrado como uma mera curiosidade que você não precisa saber realmente, só serve de informação adicional que você pode descartar. Afinal, não é preciso saber sobre o trabalho completo da banda nem saber o porquê dela ter nascido, não é? Engano. Pois imagine que você ralou muito pra ter uma banda, demorou cinco anos inteiros se dedicando totalmente à banda pra conseguir um pequeno reconhecimento no espaço underground, e só depois de anos um hit seu de repente estoura nas rádios e a Mídia mira a atenção pra você, onde você só vai ser prestigiado se tocar este único hit e nenhuma das suas outras músicas vão agradar o público. Você vai se sentir bem sabendo que as pessoas não querem saber do seu trabalho por completo? A menos que você tenha um instinto masoquista, não vai querer que o público não seja interessado pelo que você faz e só te considere superficialmente. E é o que acontece com a maioria dos artistas atuais.

A velha Mídia de rádios e TV não mostra as informações que você precisa ou está interessado, só mostra o que ela mesma quer mostrar. Já a internet é livre e tem todo tipo de conteúdo, o bastante pra você não reclamar de barriga cheia por exigir algo que não está em suas mãos. Mas tudo está nas suas mãos, é só você correr atrás desse conhecimento. E quanto mais você perceber que você pode fazer as coisas sem depender de ninguém, mais você vai crescer e ser independente.

E agora fica a pergunta: faz quanto tempo que você reservou um tempo pra ouvi um disco inteiro? Quando você refletiu sobre aquele estilo musical e se perguntou como ele surgiu exatamente? E qual foi a última vez que você pesquisou sobre alguma banda nova por conta própria, sem indicação de um amigo? Talvez você possa começar a fazer tudo isso, criar coragem e sair da sua zona de conforto, não vivendo mais numa mediocridade e mesmice que você mesmo já pode ter se cansado. Nunca é tarde pra aprender alguma coisa nova, e o conhecimento está em todas as coisas, basta saber encontrar. E não tenha medo de parecer um intelectual chato que só gosta de coisas "underground", pois não faz mal ter um pouco mais de cultura na bagagem. Só faz mal pra quem quer continuar sendo ignorante e tem horror de gente que "sabe mais". Conhecimento nunca é suficiente.

Aqui fica uma banda que vocês devem conhecer e não tem nenhuma divulgação decente. Adeusmetal \m/

sábado, 5 de maio de 2012

Guerra santa: ação x reação

Faz tempo que o leitor não vê esse salmo! Pra quem não lembra, o # Guerra Santa fala das diferenças entre a Igreja Universal Iniciática Pop e a... religião do Rock (até agora ela não tem nome. Alguém sugere um?), apontando suas divergências em vários assuntos.

O tema de hoje é Ação X Reação. Como um fã de Pop e Rock se comportam ou reagem quando um disco novo do seu artista é lançado? Quando ele dá entrevista num canal aberto? E quando ele é pego com drogas? É o que você vê agora.

Legenda: Ação em negrito, letra vermelha pra reação do fã herege e letra normal pra reação do true.

Ação: Artista ajuda instituição carente
Ai que lindo! Meu artista favorito mostrando que não é só um rostinho bonito e prova que o interior dele também é muito bom!
Ihhh olha só, quer virar U2 agora, é?

Ação: Artista faz comercial na TV
Ai que roupa estranha foi aquela? Também acho que fazer comerciais assim, meio que denigrem a imagem dela, tipo, sei lá, não gosto -.-
Aff, agora as notícias do Rock vão ser que nem as do TV Fama. Quem quer saber quem fez comercial ou não?

Ação: Mais notícias do estilo Revista Caras: Chorão usa camisa do Motörhead / Miley Cyrus usa camisa do Iron Maiden
Nossa, não sei o que Motörhead é, é uma marca de camisa? Se for, eu não gostei desse desenho estranho não, esses dentões saindo dessa caveira estranha, me dá medo.
O QUE??? PIRANHA POSER FILHA DA PUTA!!! VEJO ELA NA RUA COM A CAMISA DO AIROM EU PEGO ELA NA PORRADA VAI PAGAR DE ROCKEIRA NA CASA DA MAE DELA AQUELA PUTA QUE DA O CU PRO BRET MICHAELS [...]

Rockeiro também é ligado nas fofocas.

Ação: Artista lança clipe novo
Nossa esse clipe tá demais!!! Cheio de efeitos especiais, e [artista qualquer] tá linda!!! Vou ficar o dia todo vendo ele e dando likes no YouTube!
Esses clipes são sempre ruins, mas o que importa é a música.

Ação: Artista faz show na cidade
Que absurdo! Tá muito caro fica na área VIP! Eu sô estudante, poxa! TÔ CHATIADA! O jeito é ficar na arquibancada né! :(
YEAAAAHH!!! Que venha [banda qualquer]!!!

Ação: Fã comentando sobre o show que teve na cidade
Foi demais!!! [artista qualquer] fez literalmente um show! Ela dançou muito bem, a coreografia foi perfeita e ela quase não desafinou! ... Oi, foi playback? NÃO FOI! Sua invejosa, não fala mal da minha [artista qualquer]!
Foi uma merda! A aparelhagem tava ruim, o espaço era pequeno, os serviços eram caros, o [cantor qualquer] desafinou e o [guitarrista qualquer] errou várias notas! ... Mas eu vou no próximo!

Ação: Artista é pego com drogas
Nossa, que vergonha!!! Já não basta a minha querida Miley Cyrus, Lindsay Lohan, Amy Winehouse, Britney Spears, Whitney Houston, [..], e agora [artista qualquer] também! Eu fico muito chatiada com essas coisas :(
Nossa, alguém mantendo o espírito do Rock vivo! Já tava na hora! Quero meus artistas preferidos morrendo de overdose em nome do Rock como era antes! ROQUENRÔU!!!

Ação: Artista lança novo single
Ai finalmente!!! Tomara que seja bom! Ah, mas vai ser, tenho certeza, porque [artista qualquer] é muito boa!
Finalmente! Já tava na hora da [banda qualquer] lanças uma coisa nova. Se me agradar, tá ótimo!

Ação: Artista diz que vai misturar Rock/Pop no seu próximo álbum
Aposto que vai dar super certo essa mistura! Adoro Rock tipo Nx Zero, Pitty, My Chemical Romance, Linkin Park, apesar de achar esse pesado demais, e com a música da [artista qualquer] vai ficar muito bom!
Sabia!!! Essa banda não lança nada bom desde 1993! Agora quer se vender de vez, pra mim [banda qualquer] morreu!!! Eu não acompanho mais e fim de papo!!!

Ação: Notícia que artista iria misturar Rock/Pop no seu próximo álbum é fake
Aaah poxa, já tava esperando a [artista qualquer] lançar essa proposta, aposto que ia ficar tão bom quanto a Avril Lavigne ou a Demi Lovato!
Aaah, graças a Deus Metal! Eu não queria a minha banda querida se vendendo, tomara que eles continuem no caminho de sempre que vai ser muito melhor pra ela. E ai da [banda qualquer] fazer coisa ruim, eu vou me enfezar muito!

Ação: Artista lança novo disco
Ele é muito bom!!! Nossa, a [artista qualquer] arrasou! Pelo que eu ouvi na rádio e os clipes, o CD deve estar muito bom!
Ouvi três vezes, ele é uma merda!!! Também, a [banda qualquer] agora tá nessa de inovar, mudou tudo e ficou uma droga! Tomara que o próximo disco seja melhor, mas até lá, vou fazer macumba pra banda não lançar nada de bom só pra manter minha ideia intacta!

Ação: Crítico menospreza tal artista
Hahaha coitado nem sabe o que tá falando, vai conhecer primeiro pra falar depois, vai ser melhor pra você! Muda de profissão que você não sabe nada, fica a dica! Acho que isso foi inveja, heeein!
Hahaha coitado nem sabe o que tá falando, vai conhecer primeiro pra falar depois! Eu tenho mais de 25 anos no Rock, você devia aprender comigo, ia ser melhor pra você! Muda de profissão que você não sabe nada, só sabe falar merda! Vai estudar!

Ação: Integrantes da banda qualquer brigam
Xiii, ferrô! Eles já se estranhavam por anos, então daqui a pouco fazem as pazes.
Xiii, ferrô! Eles já se estranhavam por anos, então daqui a pouco fazem as pazes.

Ação: Banda troca de integrantes
Ai caramba! O que vai ser dela agora?! O que vai ser de mim agora?! Como ela pode fazer isso comigo?! Eu me preocupo com ela e eu quero o bem dela! E EU SEI que nada vai dar certo se tudo mudar!! 
Ai caramba! O que vai ser dela agora?! O que vai ser de mim agora?! Como ela pode fazer isso comigo?! Eu me preocupo com ela e eu quero o bem dela! E EU SEI que nada vai dar certo se tudo mudar!!

Ação: Artista morre

***
Façam guerra santa com moderação, crianças. E fiquem com um vídeo profano com a união do Pop e Rock. Adeusmetal \m/

domingo, 29 de abril de 2012

Retrô 2011: Destaques

Hail! Esta é a última parte da Retrô de 2011, que fala dos discos lançados em 2011 em pleno final de abril de 2012. Nesta edição você pode observar que só vão aparecer bandas famosonas que lidam com muita pressão e qualquer coisa que elas fazem se torna notícia ou assunto de discussão. Se um integrante cortar o cabelo, vai ser assunto de discussão. Se a banda mudar de gravadora, o futuro da mesma vai estar em cheque. E se algum integrante for substituído... É O FIM DO MUNDO!!! A pressão que essas bandas são vítimas é muito grande, por isso este autor vai analisar ela também, além do disco em si que é o mais importante.

E essa edição também tem a participação da Primeira Dama, que ficou muito feliz pela recepção positiva que recebeu em sua última participação, e por isso ela vai resenhar bandas desse ano também! Menos trabalho pra este autor e mais variação pra quem não quer ver só análises desse profeta. E lembrem-se que as análises dela estão em vermelho. Aproveitem.


Retrô 2011: Destaques

Banda: Symphony X
Álbum: Iconoclast
Estilo: Progressive Metal

Sobre a banda: O Symphony X é uma banda adorada de 10 entre 5 fãs de Metal Progressivo, e o melhor é que não é melodicamente cansativa como a maioria da cena, mas é pesada e agressiva, e com seu estilo único marcou seu nome na história desse estilo apresentando experimentações e sonoridades inovadoras a cada álbum (que de 1994 pra cá, demora uns 4 anos pra serem lançados). O disco anterior de 2007 "Paradise Lost" foi muito bem recebido, e percebemos uma sonoridade nitidamente diferente neste último álbum.
Sobre o álbum: Em si, este álbum é uma obra de Heavy Metal pesado e escura embalada com muita técnica e influências de vários outros estilos, uma síntese de muitos sons que se unem e trazem uma variação grandiosa e uma surpresa a cada faixa. Temos um vocalista agressivo que passa o tempo inteiro gritando e uma bataria cavalgante que deixa o ouvinte sempre ligado, atento a cada quebra de ritmo e riffs arrastados que mudam de figura para virtuosidade em momentos precisos pra preparar a atmosfera tensa e ao mesmo tempo luminosa do álbum. Esse é um trabalho pra nenhum fã chato colocar defeito, exceto por aqueles que não gostam de evolução e vão viver pra sempre na era do "The Divine Wings of Tragedy". Foi um dos melhores trabalhos de 2011.
Gravadora: Nuclear Blast
Faixas:
01. Iconoclast
02. The End of Innocence
03. Dehumanized
04. Bastards of the Machine
05. Heretic
06. Children of a Faceless God
07. Electric Messiah
08. Prometheus (I Am Alive)
09. When All Is Lost

Banda: Dream Theater
Álbum: A Dramatic Turn of Events
Estilo: Progressive Metal

Sobre a banda: Dream Theater é a banda mais conhecida de Metal Progressivo do mundo, e carrega o horrível fardo de lidar com a pressão de fãs exigentes e metidos a sabichões. E é incrível como cada um tem uma percepção diferente pra cada álbum da banda, o que pode tornar um disco pesado, melódico, ágil, intenso, inovador e "mais do mesmo" ao mesmo tempo! Mas em um ponto eles concordam: que a saída do baterista Mike Portnoy da banda em 2010 causou impacto... e o resto é discutível também. Assim não dá!
Sobre o álbum: Para substituir o mestre das baterias, a banda decidiu contratar simplesmente o baterista mais rápido do mundo, Mike Mangini. E a sua participação no Dream Theater não foi impactante ou trouxe mudanças, pois ele não deixou nenhum resquício de "personalidade" ao tocar, fez apenas seu trabalho de realizar as músicas já compostas. Assim sendo, qualquer impressão de que "a banda soa como Dream Theater sem Mike Portnoy" é pura frescura. Agora analisando o álbum... ele parece um regresso aos tempos mais melódicos e antigos da carreira da banda, onde a virtuosidade marca o ritmo o tempo todo. Nenhum artista teve excessos, houve lugar pra todos mostrarem seu talento (até o baixista! uhul) e tudo foi executado numa forma bem linear e coerente, mesmo com as variações sonoras. Houve até um pouco de Techno na faixa "Outcry" que ficou bem interessante! Assim sendo, o disco flui com naturalidade e só surpreende quem jogou praga pra banda não se dar bem, pois "A Dramatic Turn of Events" não inova em parte alguma. Mas continua Dream Theater como os fãs gostam (ou dizem gostar)!
Gravadora: Roadrunner Records
Faixas:
01. On the Backs of Angels
02. Build Me Up, Break Me Down
03. Lost Not Forgotten
04. This Is the Life
05. Bridges in the Sky
06. Outcry
07. Far from Heaven
08. Breaking All Illusions
09. Beneath the Surface

Banda: Sirenia
Álbum: The Enigma of Life
Estilo: Symphonic Metal

Sobre a banda: Sirenia é uma banda que este autor pensou duas vezes antes de colocar nesta categoria, mas ela já é conhecida mesmo! E todo mundo estava esperando pra ouvir esse disco que finalmente tem uma vocalista fixa (dado o imenso troca-troca de integrantes que a banda sempre passou), e que também retrata bem a intenção de Morten Veland, guitarrista e vocalista líder da banda e ex-integrante do Tristania em tornar a banda mais acessível.
Sobre o álbum: Geralmente este autor não tem nada contra uma banda ser mais acessível, desde que não perca a qualidade e não se entregue aos clichês repetitivos o tempo todo. Este álbum é exatamente o "se" que este autor não gosta, mas esqueçamos um pouco a opinião pessoal dele. Além de parecer uma continuação do último álbum "The 13th Floor" de 2009, "The Enigma of Life" se entrega a clichês que são inseridos em músicas lineares e composições óbvias. E esses clichês são executados de maneira absurdamente competente, com uma vocalista que não exita em mostrar seu talento e naturalidade, acompanhada de um instrumental denso e melancólico que foca mais no seu lado melódico e trabalhado no feeling, inclusive em sintetizadores. Certamente é um disco que vai agradar e muito os iniciantes do Metal Sinfônico metido a gótico, como também os fãs das fórmulas mais simples e seguras que uma banda pode executar.
Gravadora: Nuclear Blast
Faixas:
01. The End Of It All
02. Fallen Angel
03. All My Dreams
04. This Darkness
05. The Twilight In Your Eyes
06. Winter Land
07. A Seaside Serenade
08. Darkened Days To Come
09. Coming Down
10. This Lonely Lake
11. Fading Star
12. The Enigma Of Life

Banda: Within Temptation
Álbum: The Unforgiving
Estilo: Symphonic Metal... esse disco é variado

Sobre a banda: Within Temptation é uma das bandas mais tradicionais do Metal Sinfônico, com um instrumental muitas vezes surpreendente e representado pela voz angelical de Sharon Den Adel. E quando todos pensavam que o Within ia ficar pra sempre se repetindo e tocando no seu pedestal...
Sobre o álbum: O "Projeto Unforgiving" começou no final de 2010, onde estavam sendo preparados uma história em quadrinhos que contaria a história do CD que seria lançado junto. Os dois já foram lançados, e o que temos em mãos é um clássico absoluto, sem precisar passar um tempo pra deixar o disco entrar no inconsciente coletivo e imprimir essa constatação no cérebro. O disco que tem cara de trilha-sonora tem influências de New Wave e Pop dos anos oitenta (como se a Cher virasse gótica de repente), aliadas ao bom e velho Metal Sinfônico que toma uma forma diferente de qualquer coisa já ouvida, uma perfeita união de sonoridades diferentes na forma mais bela, elegante e coesa possível. O feeling é latente e o instrumental é inspiradíssimo, indescritivelmente perfeito. Já a voz de Sharon é como sempre competente, mas com um dose de interpretação a mais que dá um brilho maior ao álbum, mais do que ele já tem. Esse disco é tão bom que até te deixa surdo pra ouvir besteiras do tipo "agora sim o Within ficou comercial né! Tá tocando até Pop!", pois todo o brilho do álbum ofusca as criaturas das trevas que não gostam do progresso. "The Unforgiving está aí pra mostrar não só que o Metal é um estilo rico e variado como também continua em constante evolução. E você, ouça logo esse clássico.
Gravadora: Roadrunner Records
Faixas:
01. Why Not Me
02. Shot in the Dark
03. In the Middle of the Night
04. Faster
05. Fire and Ice
06. Iron
07. Where Is the Edge
08. Sinéad
09. Lost
10. Murder
11. A Demon's Fate
12. Stairway to the Skies

Banda: Nightwish
Álbum: Imaginaerum
Estilo: Symphonic Metal

Sobre a banda: O Nightwish foi a banda que praticamente moldou o Metal Sinfônico, popularizou o estigma de Metal Melódico com vocalista feminina e virou referência pro mundo... depois tudo foi desabando com a banda se tornando comercial e com a perda de sua estrela-mor Tarja Turunen, e tempos depois com a entrada da controversa Anette Olzon e o seu álbum de estréia “Dark Passion Play”, que dividiu opiniões sobre o futuro do Nightwish. Este segundo álbum deveria ter por obrigação uma solução para a banda não perder a credibilidade e prestígio outrora merecidos.
Sobre o álbum: Para a tristeza dos negativistas em geral e para a alegria dos fãs que persistiram confiando no pirata do caribe tecladista e mentor da banda Tuomas Holopainen, "Imaginaerum" não só redime a banda de qualquer reclamação ou desconfiança como faz muito mais, pois ele é no mínimo surpreendente. Logo constatamos com as orquestrações grandiosas e composições inspiradas dignas de trilhas cinematográficas que estamos ouvindo uma nova banda, com identidade renovada, mas que não deixa de ser tão marcante e cativante quanto seu passado. Até os mais saudosistas pela Tarja podem bater palmas para Anette Olzon que inegavelmente melhorou muito seu nível vocal, mais solto e com maior domínio, com uma tessitura vocal enorme. Claro que podemos sentir falta dos riffs de Emppu e do tempo em que Tuomas era apenas tecladista e compositor, mas isso não tira o mérito de "Imaginaerum" que figura a lista de melhores discos do ano. Pode ouvir sem medo de se surpreender.
Gravadora: Nuclear Blast
Faixas:
01. Taikatalvi
02. Storytime
03. Ghost River
04. Slow, Love, Slow
05. I Want My Tears Back
06. Scaretale
07. Arabesque
08. Turn Loose the Mermaids
09. Rest Calm
10. The Crow, the Owl and the Dove
11. Last Ride of the Day
12. Song of Myself
13. Imaginaerum

Banda: Edguy
Álbum: Age of the Joker
Estilo: Power Metal

Sobre a banda: Banda de Power Metal formada por Tobias Sammet e Jens Ludwig na Alemanha em 1992. Conhecida por misturar o Metal Melódico com pitadas de Hard Rock.
Sobre o álbum: Disco que traz uma veia de hard rock muito presente em suas composições, nos remetendo a influências dos anos 70/80, demonstrada em “Pandora’ Box”, mas a verdadeira essência Power Metal não foi esquecida. Tobias Sammet está poderoso nos vocais, ora mais melódico, ora mais grave, mas com a qualidade de sempre. Tobias também foi a mente criativa por trás do disco, já que todas as composições são de sua autoria. As guitarras formam uma dupla coesa, o que dá o toque final para que um trabalho seja ótimo. Esse é um álbum que não tem muitas inovações, mas que também não deixa os fãs a desejarem mais, pois este trabalho está simplesmente excelente. Para todos aqueles que curtem Power Metal sem tanta frescura, este é o disco certo!
Gravadora: Nuclear Blast
Faixas:
01. Robin Hood
02. Nobody's Hero
03. Rock Of Cashel
04. Pandora's Box
05. Breathe
06. Two Out Of Seven
07. Faces In The Darkness
08. The Arcane Guild
09. Fire On The Downline
10. Behind The Gates To Midnight World
11. Every Night Without You


Banda: HammerFall
Álbum: Infected
Estilo: Power Metal

Sobre a banda: Let the hammer... FALL! HammerFall é uma das bandas mais icônicas do Power Metal que não usa firulas de teclado e instrumentos sinfônicos, apenas a boa força das guitarras e peso da bateria (e o apoio do baixo) embalando a voz do menestrel que grita em coro pra abalar a multidão como uma micareta. Os clichês estão todos ali, a glória, o poder, os dragões e a era medieval. Ou melhor, ESTAVAM ali, pois neste último disco, a banda mudou toda sua atitude e sobrou até pro logo.
Sobre o álbum: Iniciado por um aviso de contaminação no estilo Resident Evil, o álbum mostra a nova temática da banda, que é zumbis. Você pensa que pode ser uma coisa boa uma banda que só se repetia em seus clichês dar uma inovada e mudança na carreira, mas a verdade é que a nova fórmula usada pela banda é por muitas vezes inconsistente. Em certos momentos existem pontos altos, mas tais pontos altos são tudo que as músicas conseguem oferecer. Não há uma característica especial na instrumentação ou no vocal que possa ser destacada, só há faixas destacáveis que salvam o ouvinte de uma obra que causa estranheza por sua cadência e falta de carisma, que são "Bang Your Head", "The Outlaw", "Dia De Los Muertos" e "I Refuse", que deixam a sensação que podiam ser bem melhores. Aliás, o álbum inteiro podia ser melhor executado. Talvez isso mostre que em time que ganha não se mexe, ou não.
Gravadora: Nuclear Blast
Faixas:
01. Patient Zero
02. Bang Your Head
03. One More Time
04. The Outlaw
05. Send Me A Sign (Pokolgép cover)
06. Dia De Los Muertos
07. I Refuse
08. 666 - The Enemy Within
09. Immortalized
10. Let's Get It On
11. Redemption

Banda: Stratovarius
Álbum: Elysium
Estilo: Power Metal

Sobre a banda: O Stratovarius tem uma das histórias mais ricas do Metal. E ela inclui um um reino ascendente, um compromisso e um gordo doido: o Stratovarius foram uma das bandas mais influentes do Metal Melódico, conseguiu reconhecimento, identidade e pressão, e seu líder Timo Tolkki fez algumas coisas estranhas na banda por ter distúrbio bipolar. Muito tempo depois ele saiu da banda pra dar vida aos projetos pessoais, e a banda ficou sem seu líder fundador. E sabe como os fãs de Metal são, né, adoram fazer macumba ou atrair má sorte pra bandas que não são mais o que eles conheciam...
Sobre o álbum: Timo Tolkki compos sozinho mais de 90% das músicas do Stratovarius ao longo dos anos. O que sobra pra banda sem seu mestre? Sobra os outros provarem que não são meros fantoches e que podem fazer uma banda continuar boa. Em seu primeiro disco sem Tolkki, o "Polaris" de 2009, a banda tocou músicas medianas que não tinham lá muito brilho, foram apenas um suspiro de "tô vivo! Agora deixa eu me recuperar, faz favor!". E neste disco a banda mostra que está ativa e muito criativa, mostrando virtuosidade e complexidade que não eram possíveis sem Tolkki. Alguém pode não concordar com este autor, mas antigamente o ouvinte sabia o que ia ouvir, que eram todos os clichês do Metal Melódico e a linha de composição que era sempre a mesma. Mas agora que o Stratovarius está sem amarras e livres, deixaram as músicas mais imprevisíveis e até adotaram uma personalidade diferente, sem é claro, deixar de serem grandes. O disco é dotado de uma luminosidade que encanta, uma agilidade inspirada e uma vontade forte de continuarem sendo uma das melhores bandas do gênero. Ironicamente, esse álbum busca uma renovação na carreira da banda e pode ser comparado aos álbuns clássicos da mesma. Então pode ouvir "Elysium" sem medo e com a certeza de que o Stratovarius ainda tem muito a mostrar.
Gravadora: EarMUSIC
Faixas:
01. Darkest Hours
02. Under Flaming Skies
03. Infernal Maze
04. Fairness Justified
05. The Game Never Ends
06. Lifetime In A Moment
07. Move The Mountain
08. Event Horizon
09. Elysium

Banda: Symfonia
Álbum: In Paradisum
Estilo: Power Metal

Sobre a banda: E acabando de falar de Stratovarius, olha quem chega: o supergrupo formado por Timo Tolkki, Uli Kusch, Mikko Härkin, Jari Kainulainen e André Matos, que juntos formam o poderoso Megazord o grupo mais comentado de 2011. Na maioria das vezes foram comentários ruins e mau agouro, pois fã de Metal é irracional que só. Eles formularam opiniões que destilam preconceito e intolerância incalculáveis, e você pode vê-las abaixo:
Sobre o álbum: Esse álbum na vista dos haters é muitas coisas: "uma sucessão infinita de clichês", sendo que o Black Country Communion, por exemplo, também foi um supergrupo que não tocou nada além do que você já ouviu, e não teve recepção negativa. O álbum também "seria um ótimo álbum se tivesse sido lançado no passado", que é um outro argumento infundado e repetição do primeiro. O álbum também foi uma "disputa de egos e desespero por se firmarem". Disputa de egos não pode ser, pois o grupo nem se formaria pra começar. E também não pode ser uma tentativa de se firmarem, pois eles já são bem-sucedidos até demais. O que pode ser verdade é o argumento deles quererem reputação melhor, mas QUEM os deixou com reputação ruim? Os headbangers irracionais. Então vamos analisar o disco e deixar a infantilidade pra trás? Ele é a nata do Power Metal Melódico, em sua essência mais poderosa e arrebatadora que o grupo foi capaz de fazer. Fazer no momento, pois Tolkki disse numa entrevista que esse álbum não representou todo o talento dos integrantes, então imagine o que viria depois! Claro que, dado a importância e talento de cada membro, o álbum pode ser considerado fraco e por isso ter gerado uma expectativa grande entre os mais otimistas. Mas mesmo assim, "In Paradisum" é uma obra acima da média, com seus clichês elevados à terceira potência e prontos pra agradar todos os que não são extremistas e amantes de Metal Melódico.
Gravadora: Edel Music AG
Faixas:
01. Fields of Avalon
02. Come By the Hills
03. Santiago
04. Alayna
05. Forevermore
06. Pilgrim Road
07. In Paradisum
08. Rhapsody in Black
09. I Walk in Neon
10. Don't Let Me Go

Banda: Rhapsody of Fire
Álbum: From Chaos to Eternity
Estilo: Power Metal

Sobre a banda: O Rhapsody of Fire dispensa apresentações. Mas pra você que não sabe nada da banda, ela é um dos maiores expoentes do Power Metal, fazendo histórias épicas, sonoridades que ultrapassam o gênero e até narrações do Chistopher Lee em seus discos. Quem tem o luxo de arrumar um narrador??? Em resumo, o Rhapsody é uma trilha-sonora grandiosa.
Sobre o álbum: Esse disco é a conclusão da saga que se iniciou no disco "Legendary Tales" de 1997 (o primeiro disco da banda). De lá pra cá o Metal acompanhou a história da Emerald Sword Saga, e também a evolução e aperfeiçoamento da sonoridade do Rhapsody, que é mais chamado de Symphonic Power Metal. E neste último disco, nenhuma grande expectativa foi em vão, e a banda não perde tempo em mostrar seu som gloriosamente colossal e mais cheio de adjetivos poderosos possível. Tudo soa como uma trilha-sonora de filme hollywoodiano épico, com uma magia e harmonia primorosas e uma tendência a ser mais ágil e pesado, e até "moderno", mas isso não prejudica os momentos melódicos e de êxtase intenso, onde os artistas mostram seu talento. Fabio Lione e seu inglês com sotaque italiano é versátil e muito feliz em seus vocais harmoniosos e dramáticos, e até os rasgados. O trabalho dos riffs e solos também está muito bem executado, destacando o guitarrista Tom Hess, convidado que fez uma ótima participação. Tudo soa colossalmente grandiosamente magnificamente estrondosamente epicamente... bom e bonito (acabaram os elogios magistrais). "From Chaos To Eternity" é um clássico! E além de fechar bem a história da banda, também fecha a carreira da banda que está dividida atualmente em Rhapsody of Fire e Luca Turilli's Rhapsody, onde o "segundo Rhpasody" citado vai ter o líder do "primeiro Rhapsody", Luca Turilli. Se isso te deixou confuso, não precisa entender. O que importa é que o Rhapsody of Fire não vai ter mais seu líder, mas não significa que a banda terá um fim. É apenas o começo de uma nova história [frase clichê pra terminar um texto MODE: OFF]
Gravadora: Nuclear Blast
Faixas:
01. Ad Infinitum
02. From Chaos to Eternity
03. Tempesta Di Fuoco
04. Ghosts of Forgotten Worlds
05. Anima Perduta
06. Aeons of Raging Darkness
07. I Belong to the Stars
08. Tornado
09. Heroes of the Waterfalls' Kingdom

Banda: Metallica and Lou Reed
Álbum: Lulu
Estilo: Prosa falada com um som pesado ao fundo, como se Carlos Drummond de Andrade fosse acompanhado pelo Pantera... entendeu mais ou menos?

Sobre a banda: Metallica é uma banda norte-americana de Thrash Metal formada em 1981, por Lars Ulrich e James Hetfield; faz parte do grupo denominado Big Four, que são as quatro maiores bandas desse gênero, junto com Megadeth, Slayer e Anthrax. Contam ao todo, com nove álbuns de estúdio.
Sobre o álbum: Lulu é o resultado da parceria entre Metallica e Lou Reed (ex-Velvet Underground), lançado no dia 31 de outubro. A ideia primordial do conceito de lulu nasceu com Lou Reed, que tinha diversas músicas para uma peça teatral intitulada com esse mesmo nome, baseada em histórias escritas pelo dramaturgo alemão Frank Wedekind. Reed já tinha as demos, que com a colaboração do Metallica, foi arranjado com o toque característico da banda. Muito criticado pelos fãs do Metallica, que dizem “não conter o espírito da banda”, este álbum deve ser visto sob um olhar diferente, pois é um projeto em parceria com outro artista, Lou Reed, que tem uma bagagem e um estilo musical que difere do estilo do Metallica, é por isso esse disco tem que ser entendido como a junção de dois estilos diferentes para a montagem de um trabalho que não é nem puramente Metallica e nem puramente Lou Reed. Já as musicas contam com os arranjos e alguns backing vocals do Metallica e respectivamente, de James Hetfield. As músicas não são exatamente cantadas, e sim, declamadas como poemas, e ao fundo, o instrumental marcante da banda. “The View” foi a primeira música lançada como single, e é também uma das mais marcantes, junto com “Junior Dad”, que diz-se que foi tão marcante para James e Kirk, que fizeram os dois chorarem ao ouvir esta música.
Em geral, esse disco é uma experiência totalmente diferente, e deve ser ouvido com a mente aberta, sem pré-julgamentos, para que cada um forme a sua própria opinião.
Gravadora: Warner Bros, Vertigo
Faixas:
Disco 1
01. Brandenburg Gate
02. The View
03. Pumping Blood
04. Mistress Dread
05. Iced Honey
06. Cheat on Me
Disco 2
01. Frustration
02. Little Dog
03. Dragon
04. Junior Dad


Banda: Anthrax
Álbum: Worship Music
Estilo: Thrash Metal

Sobre a banda: Banda formada em 1981, faz parte do "Big Four", juntamente com Slayer, Megadeth e Metallica. Seus álbuns foram uma grande influência para as bandas que viriam a fazer Thrash. O disco Among The Living é considerado um grande clássico, também presente entre os 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer.
Sobre o álbum: Apresenta um instrumental excelente, com riffs criativos, que remetem ao velho trash metal dos primórdios. Com Joey Belladonna nos vocais, o trabalho fica ainda mais incrível, com toda a liricidade da voz com o peso das guitarras. Após a intro, vem porrada atrás de porrada, que já começa com “Earth on Hell”, que tem ótimos riffs e backing vocals que compõem toda a estrutura; “Fight ‘Em Til You Can’t” vem com Belladonna arrasando nos vocais. Disco considerado como um dos melhores de 2011 e da carreira do Anthrax, Worship Music é para quem gosta de um Trash Metal de qualidade. Recomendado para se ter na coleção!
Gravadora: Megaforce Records
Faixas:
01. Worship (intro)
02. Earth on Hell
03. The Devil You Know
04. Fight 'em 'til You Can't
05. I'm Alive
06. Hymn 1
07. In the End
08. The Giant
09. Hymn 2
10. Judas Priest
11. Crawl
12. The Constant
13. Revolution Screams


Banda: Megadeth
Álbum: Th1rt3en
Estilo: Thrash Metal

Sobre a banda: Megadeth é a banda formada por Dave Mustaine, após ser expulso do Metallica. A banda foi formada em 1983, e depois de muitas trocas de integrantes, lançam o seu 13° álbum de estúdio, chamado "TH1RT3EN".
Sobre o álbum: "Th1rt3en" é o recente disco lançado por Mr. Mustaine e sua banda, Megadeth. Th1rt3en foi muito bem recebido pela critica mundial (ao contrario de Lulu, que teve criticas destrutivas ate enjoar), o disco conta com 13 faixas, e a 13° se chama 13! (Dave estava um pouquinho obcecado por esse numero, não?). E como Dave mesmo definiu esse trabalho como a síntese de seus melhores trabalhos em 12 albuns, com certeza entra para o Hall dos melhores discos da carreira, junto com "Peace Sells... But Who’s Buying" e "Rust In Peace", considerados os melhores da carreira do Megadeth. O cd já começa mostrando a essência que permeará todo o álbum, a velha fórmula de thrash se manteve e a obra arrasa do começo ao fim. Quase todas as músicas começam com um solo inicial, de dar inveja a qualquer aspirante a guitarrista, devido à velocidade, precisão e criatividade dos solos e riffs, as batidas são coesas, simplesmente ótimas. Th1rt3en é um excelente álbum para se ter na coleção de melhores discos de Thrash Metal, recomendo totalmente!
Gravadora: Roadrunner Records
Faixas:
01. Sudden Death
02. Public Enemy No. 1
03. Whose Life (Is It Anyways?)
04. We the People
05. Guns, Drugs & Money
06. Never Dead
07. New World Order
08. Fast Lane
09. Black Swan
10. Wrecker
11. Millennium of the Blind
12. Deadly Nightshade
13. 13


Banda: Machine Head
Álbum: Unto the Locust
Estilo: Thrash Metal

Sobre a banda: Banda de Thrash/Heavy Metal formada em 1991 por Robb Flynn (voz, guitarra), Logan Mader (guitarra), Adam Duce (baixo, voz secundária) e Chris Kontos (bateria).
Sobre o álbum: Como descrever este disco do Machine Head? Simplesmente incrível! Álbum feito com extrema qualidade e que não deixa nada a desejar, em todos os aspectos. Com o single lançado, “Locust” que conta com 9 minutos de duração, mas sem ser nem um pouco cansativa, ecom ela já podemos perceber como será a qualidade das outras musicas que viriam em seguida. O cd abre com “I Am Hell (Sonata in C#)” com Robb Flynn cantando em latim, mas essa passagem é bem rápida, sendo seguida pelo peso característico da banda. “Darkness Within” é a balada do disco, com um vocal mais aparente e uma guitarra quase acústica, dão um toque todo íntimo introdução da música, que logo depois já é substituído por uma guitarra com riffs feitos com precisão e qualidade, dando destaque também para a voz de Robb. O álbum também conta com algumas musicas bônus, como: ‘The Sentinel”do Judas Priest e “Whitch Hunt do Rush, alem de uma versão acústica para “Darkness Within”. A cada som que se segue, podemos perceber que este álbum já figura fácil entre os melhores, tanto de 2011, como da banda, assim como do Trash Metal de qualidade. Recomendadíssimo ter na coleção!
Gravadora: Roadrunner Records
Faixas:
01. I Am Hell (Sonata in C#)
02. Be Still and Know
03. Locust
04. This Is the End
05. Darkness Within
06. Pearls Before the Swine
07. Who We Are


Banda: Sepultura
Álbum: Kairos
Estilo: Thrash Metal

Sobre a banda: Sepultura! A banda de Metal mais conhecida do Brasil (tirando o Angra) tem uma história bem conturbada: os irmãos Cavalera e fundadores da banda saíram fora e deixaram tudo ao comando dos integrantes remanescentes, onde eles decidiram fazer álbuns conceituais e se afastando cada vez mais da antiga face Thrash que a banda já teve, focando em uma sonoridade Hardcore e até Nu Metal. Não é preciso dizer que os headbangers fizeram oferendas pra Loki amaldiçoar a banda pra se darem mal e continuarem ruins, só pra confirmar a expectativa ruim deles.
Sobre o álbum: E mais uma vez, pra destruir os sonhos mórbidos dos metalheads chatos, o Sepultura voltou! Quase. Está clara a tentativa da banda de retomar suas raízes e focar no Thrash Metal, mas não faz isso por todo. A sonoridade Hardcore que imprime batidas pesadas e singulares aliada à velocidade de riffs arrastados continuam latentes, mas agora o som está além disso tudo, agressivo e com linhas de guitarra empolgantes que impressionam o ouvinte mais saudoso. O álbum também mostra ser progressivo: começa com as músicas mais fracas até chegar às ótimas, a partir da faixa #08 onde o ouvinte já pode apreciar Thrash Metal de raíz. E este autor diria que algumas faixas são desnecessárias - mais especificamente "2011", "1433" e "5772", que são apenas introduções de menos de 30 segundos pras músicas realmente boas. Mas, se ninguém percebeu até agora, este autor não falou nada sobre a banda mostra agilidade, pois ela mostra apenas a agilidade necessária pra fazer um som pesado e agressivo, ficando nessa constante e sem excessos. E isso não é uma perda, pois as faixas ficam mais intensas. No fim, vemos o Sepultura buscando pouco a pouco suas raízes e recuperando a magia que fora perdida um dia. Já é um ótimo começo prum renascimento.
Gravadora: Nuclear Blast
Faixas:
01. Spectrum
02. Kairos
03. Relentless
04. 2011
05. Just One Fix (Ministry cover)
06. Dialog
07. Mask
08. 1433
09. Seethe
10. Born Strong
11. Embrace the Storm
12. 5772
13. No One Will Stand
14. Structure Violence (Azzes)
15. 4648

Banda: Deicide
Álbum: To Hell With God
Estilo: Death Metal

Sobre a banda: Deicide é uma das bandas mais famosas e "polêmicas" do Death Metal, por se declarar abertamente contra o Cristianismo e proferir blasfêmias, além de executar tudo que um bom fã de Metal Extremo quer ouvir.
Sobre o álbum: Não é só de blasfêmias e pose de anticristão machão é feito, e isso é mostrado nesse álbum que além de ser matador, é técnico e cheio de virtuosidade. Não se sabe ainda o porque de tantos fãs não terem gostado desse álbum, que além de ser superior ao último "Till Death Do Us Part" de 2008, continua com a habilidade e ainda traz influências diferentes na sua fórmula, integrando Thrash Metal e complexidade técnica, o que enriquece o álbum num todo (ah, por isso a reclamação! Os fãs são conservadores!). O responsável por isso é o baterista Steve Asheim, que busca andar na mesma linha que bandas como Nile, Behemoth ou Krisiun (citando a resenha do Rubens) que buscam técnica e exploram formas variadas de fazer um som atrativo e pesado. Além disso os riffs continuam agressivos e animalescos, e Glen Benton ainda canta como um urso com fome. A sonoridade tradicional da banda continua destruidora, mas agora se mostra versátil e realmente habilidosa com suas influencias variadas, o que talvez denote um caminho natural de bandas grandes de não querer ficar estagnadas tocando a mesma coisa pra sempre (a menos que você seja o AC/DC). Se não for isso, também está muito bom, porque o Deicide ainda faz Death Metal como ninguém, habilidosamente matador.
Gravadora: Century Media Records
Faixas:
01. To Hell with God
02. Save Your
03. Witness of Death
04. Conviction
05. Empowered by Blasphemy
06. Angels of Hell
07. Hang in Agony Until You're Dead
08. Servant of the Enemy
09. Into the Darkness You Go
10. How Can You Call Yourself a God

Banda: Arch Enemy
Álbum: Khaos Legions
Estilo: Melodic Death Metal

Sobre a banda: Talvez a mais conhecida banda de Death Metal Melódico (o tipo de Death Metal muito trabalhado nas guitarras que no meio da música coloca uma guitarrinha calminha e intensa como uma balada de Thrash Metal), o Arch Enemy só conseguiu destaque na cena por causa de Angela Gossow, uma baixinha com voz de gigante rouco que faz fim-fam-fum. De lá pra cá,
Sobre o álbum: Pra começar, a produção fez o disco tem uma sonoridade tão polida e limpinha que é até um tanto chato ouvir algo tão não-sujo. Com isso, sobra destaque para os dois irmãos guitarristas Christopher e Michael Amott mostrarem como são versáteis e mostrarem suas linhas variadas, melódicas, harmônicas, arrastadas, agressivas, atmosféricas, intensas, etc. Eles são o principal destaque do álbum, enquanto a cozinha e o vocal de Angela se mantém neutros, apesar de haverem bons momentos. No resto, as composições das músicas são tudo que você já viu, e a banda acaba se tornando presa ao estilo que ela mesma consagrou, sem arriscar muito, fazendo tudo soar pouco satisfatório. Outros pontos baixos são o violão ao final de "Through The Eys of a Raven" que é totalmente destoado e desnecessário, a faixa "No Gods, No Masters" que tem uma sonoridade BEEEM acessível, fazendo a voz de Angela ficar destoada desa vez, e também outras faixas que podiam ser melhor aproveitadas. Ao final, esse disco é uma montanha russa de bons e ruins momentos: bons momentos que fazem você ficar com as obras na cabeças e ruins momentos em que você acha que podia ser melhor executado ou coeso.
Gravadora: Century Media Records
Faixas:
01. Khaos Overture
02. Yesterday Is Dead and Gone
03. Bloodstained Cross
04. Under Black Flags We March
05. No Gods, No Masters
06. City of the Dead
07. Through the Eyes of a Raven
08. Cruelty Without Beauty
09. We Are a Godless Entity
10. Cult of Chaos
11. Thorns in My Flesh
12. Turn to Dust
13. Vengeance Is Mine
14. Secrets

Banda: Children of Bodom
Álbum: Relentless Reckless Forever
Estilo: Melodic Death Metal

Sobre a banda: Children of Bodom, essa é uma daquelas bandas que não tem um rótulo específico. Mas pelos eu som ser melódico e pesado ao mesmo tempo, Death Melódico pareceu apropriado. Do início pra cá, a banda já foi mais sombria (em seus três primeiros álbuns, a fase mais adorada pela galera chata e old-school), e depois foi flertando com outros gêneros e buscando novas influências, mas nunca deixando de fazer obras coerentes, dinâmicas, carismáticas e eficientes.
Sobre o álbum: Já começando, o pessoal old-school não vai gostar, pois os timbres agudos na harmonia e base imprimidos aqui não remetem ao que a banda já foi um dia, apesar de haverem certas passagens onde essas características se contrastarem com os vocais rasgados e agressivos típicos da banda. Mas existe um espírito diferente nesse álbum que muitos não conseguiram definir, que torna o álbum mais moderno e diferente do estilo habitual do COB... Alguns vão dizer que a velocidade costumeira foi perdida, mais linhas melódicas de guitarra estiveram presentes e a cozinha não esteve tão atuante... tudo isso quer dizer apenas uma coisa: que a banda adotou um Espírito de Metalcore. As linhas agudas de guitarra e melodias bregas se contrastando com um vocal agressivo que se mostra bem forçado ao rasgar a garganta, é o que você vai ouvir em "Relentless Reckless Forever". Atualmente muitas bandas extremas estão aderindo esse caminho do Metalcore e tornando difícil a "rotulação" das mesmas, pois enquanto algumas são Metalcore assumidas, outras buscam uma união precisa entre o Metal Extremo e o Melódico, mas acabam por cair nesse caminho profano, o que é caso do Children of Bodom. MAS existe uma coisa que diferencia o COB das bandas de Metalcore: ela tem talento e consegue fazer composições coesas e intrincadas, com eficiência e variedade. Nem todas as músicas tem esse Espírito de Metalcore, e nem todas as músicas podem agradar os fãs mais tradicionais do gênero Death Melódico puro. Mas o resultado de tudo isso é um disco, como sempre, eficiente e bem-estruturado que inegavelmente merece uma audição.
Gravadora: Universal Music Group
Faixas:
01. Not My Funeral
02. Shovel Knockout
03. Roundtrip to Hell and Back
04. Pussyfoot Miss Suicide
05. Relentless Reckless Forever
06. Ugly
07. Cry of the Nihilist
08. Was It Worth It?
09. Northpole Throwdown

Banda: Fleshgod Apocalypse
Álbum: Agony
Estilo: Symphonic Death Metal

Sobre a banda: Preparem-se pra ouvir uma das bandas mais inovadoras e originais que você já ouviu ou ouvirá. Fleshgod Apocaypse é uma banda italiana e uma das pouquíssimas bandas verdadeiramente representantes deste novo rótulo, o Symphonic Death Metal. Ele é um Symphonic Black Metal às avessas: enquanto o SBM dá mais atenção à melodia e atmosfera sombria deixando os sons extremos em segundo plano, o SDM deixa a melodia orquestral e harmônica em segundo plano para embalar a pedrada do Death Metal tradicional.
Sobre o álbum: Este é o segundo disco da carreira da banda, e já no primeiro ("Oracle" de 2009) ela já colocava linhas de piano, mostrando que a sinfonia já estava em sua veia e só faltava desenvolvê-la mais. O resultado desse aperfeiçoamento foi este segundo disco, que é composto de riffs pesadíssimos, uma cozinha incessantemente ágil e visceral, um gutural furioso que se contrasta com um vocal limpo - que muitas vezes parece estranho por forçar notas agudas. Mas isso não é um defeito, dá até um charme especial! - um piano que dá o tom sinfônico e composições muito bem acertadas e empolgantes do início ao fim, com execução perfeita. O álbum também apresenta as músicas ligadas umas às outras, não deixando espaço pro ouvinte descansar o caos sinfônico. "Agony" é simplesmente a perfeição do Death Metal Sinfônico! Vale uma audição o mais rápido possível.
Gravadora: Nuclear Blast
Faixas:
01. Temptation
02. The Hypocrisy
03. The Imposition
04. The Deceit
05. The Violation
06. The Egoism
07. The Betrayal
08. The Forsaking
09. The Oppression
10. Agony

Banda: Mayan
Álbum: Quarterpast
Estilo: Symphonic Death Metal

Sobre a banda: Mayan é o projeto do guitarrista Mark Jansen, a mente criativa por trás da banda de Metal Sinfônico Epica, uma das mais emblemáticas do gênero. Nessa nova empreitada, Mark mostra sua face mais extrema e imprevisível, misturando o gênero que já omina com o que ninguém sabia que ele dominava tão bem.
Sobre o álbum: "Quarterpast" não é bem uma "Symphonic Death Metal Opera", pois não chega a ser pesada como o Death comum. Ela está mais pra um Metal Sinfônico com arranjos diferentes do usual, mais tensos e cadenciados, não pesaaaados e ágeis. Porém o resto está aqui: blast beats, guturais e vocais rasgados que quase não se contrastam com as vozes femininas líricas convidadas - Simone Simons, Floor Jansen e Laura Macri - e riffs tensos típicos de Death Metal. Com isso quase não se tem solos de guitarra (há algum?), mas essa falta é compensada pelos arranjos intrincados e composições certeiras que foram muito bem produzidas, constituindo uma atmosfera de caos intensamente sóbria e grandiosa. Um detalhe importante também é que o álbum não dá destaque pra ninguém, apenas pro grupo inteiro que apresenta uma performance impecável. Essa análise está um pouco pobre pra analisar uma ópera, mas é como o Amaranthe e Fleshgod Apocalypse: o leitor deve conferir por si mesmo o que essas linhas de fonte Arial querem dizer. Além disso, o Mayan é o tipo de projeto que faz o Metal continuar em constante evolução e sem medo de arriscar e deixar o passado pra trás, tirando o melhor dele e dando continuidade à linhagem do Metal.
Gravadora: Nuclear Blast
Faixas:
01. Symphony of Aggression
02. Mainstay of Society (In the Eyes of the Law: Corruption)
03. Quarterpast
04. Course of Life
05. The Savage Massacre (In the Eyes of the Law: Pizzo)
06. Essenza Di Te
07. Bite the Bullet
08. Drown the Demon
09. Celibate Aphrodite
10. War on Terror (In the Eyes of the Law: Pentagon Papers)
11. Tithe
12. Sinner's Last Retreat (Deed of Awakening) (bonus track)

Resenha bônus:

Banda: Venom
Álbum: Fallen Angels
Estilo: Black Metal honorário

Sobre a banda: Banda de Metal inglesa, formada em 1979. É caracterizada por ter originado o estilo Black Metal, por causa do disco e da música homônima. Para esse disco, contam com uma formação nova, mas sem deixar de lado as caracteristicas que marcaram e marcam até hoje o seu som.
Sobre o disco: Após 30 anos de carreira, Venom nos presenteia com o álbum "Fallen Angels", que é por muitos, considerado o melhor da carreira da banda, descrito como um trabalho coeso e que mostra a evolução do grupo, mas sem perder as características que lhes deram a fama de “pais” do Black Metal, ja que a sua temática influenciou bandas posteriores. Já na musica de abertura, “Hammerhead”, podemos ver as características marcantes da banda, o som “sujo”, mas com qualidade de audição, o peso das guitarras e vocal marcante, abrindo o disco de uma forma excelente. Em seguida, “Nemesis” vem arrasando com muito peso e velocidade, seguida por “Pedal To Metal”, que parece muito com Motorhead. E o disco segue, com uma música melhor que a outra, fazendo jus a consideração de melhor álbum da carreira da banda. Ótimo para a coleção de quem gosta de muito peso e um Metal de qualidade.
Gravadora: Spinefarm Records
Faixas:
01. Hammerhead
02. Nemesis
03. Pedal to the Metal
04. Laps of the Gods
05. Damnation of Souls
06. Beggarman
07. Hail Satanas
08. Sin
09. Punk's not Dead
10. Death be Thy Name
11. Lest We Forget
12. Valley of the Kings
13. Fallen Angels